Novo site permite visualização das principais vitrines de moda do mundo

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“Sabe quando você encontra alguém bonito e ele sorri e seu coração fica igual manteiga derretida em cima da torrada? É assim que eu me sinto quando eu vejo uma loja. Só que melhor”, já dizia Becky Bloom, personagem principal do livro (e filme) “Delírios de Consumo de Becky Bloom”, de Sophie Kinsella.



Apesar de a maioria das pessoas não ser tão viciada em compras como a divertida personagem, é fato que vitrines de lojas podem ser extremamente sedutoras.

Um ótimo exemplo para ilustrar a importância de uma bela apresentação das lojas é Manhattan, em Nova York. Na época do Natal as vitrines se transformam em mais um ponto turístico da região, em especial as de lojas de departamentos. A Macy’s que o diga: foi necessária a instalação de barras na calçada, a fim de organizar melhor as longas filas de pessoas ávidas para admirar e registrar as personagens que se mexem ao som de cantigas natalinas.

Tanto investimento, porém, tem curta duração, já que as vitrines precisam acompanhar o calendário do comércio. Elas tornam-se, então, uma espécie de obras de arte efêmeras, que ficam nas memórias fotográficas de turistas, em arquivos internos das empresas ou no máximo em alguma matéria aqui e ali de determinada publicação.

Foi justamente sob este contexto que dois nova-iorquinos, Jon Harari, de 30 anos, e Michael Niemtzow, de 36, tiveram a ideia de lançar um site com a premissa de registrar e armazenar fotos profissionais das principais vitrines das capitais de moda – Paris, Milão, Londres e Nova York. Foi juntando ambas as formações em Business e Finanças, mais a experiência de Jon com varejo e o conhecimento em mídias e internet de Michael, que, em novembro de 2012, surgiu o WindowsWear.

Um time global constantemente atualiza o banco de dados do projeto, que tem como objetivo proporcionar aos internautas a visão em tempo real do que está acontecendo ao redor do mundo, como uma espécie de “Google Earth das vitrines”.

Composto por uma equipe de 10 profissionais, com sede em Nova York, o site atualmente conta com mais de 1500 fotos de cerca de 350 lojas do circuito fashion. Ou seja, de uma forma extremamente rápida, fácil e visual, é possível acompanhar tendências , buscar inspirações e conhecer novas marcas. As fotos também possuem várias tags diferentes, como localização, data, estação e cores, facilitando a pesquisa dos internautas.

Um dos grandes apelos do WindowsWear é a divulgação em redes sociais, já que é uma tendência o compartilhamento de fotos, especialmente no Facebook e Instagram. Em menos de três meses de existência, a página oficial do site no Facebook já conta com mais de 19 mil curtidas, provando seu forte apelo.

O projeto ainda está em fase inicial, de testes e ajustes, porém, já é possível navegar pelas imagens e fazer um passeio virtual pelas vitrines mais belas do mundo, tudo a um simples clique de distância. Viva a era virtual!

Confira a entrevista cedida com exclusividade ao FFW pelos fundadores do WindowsWear:

Qual o conceito do site?

Michael Niemtzow: Mostrar a moda, a criatividade e a arte de vitrines de moda do mundo para um público global. Nós acreditamos que as vitrines inspiram as pessoas e devem estar disponíveis para todos.

Jon Harari: Explorar, coletar e compartilhar as últimas tendências mundiais de estilo de diferentes cidades e lojas.

Que público vocês querem atingir?

Michael: Queremos atingir todas as pessoas ao redor do mundo, qualquer um que tenha o menor interesse em moda e arte. Queremos atingir desde a jovem que sonha em visitar as capitais da moda no mundo, mas não pode fazê-lo pelo motivo que seja, até as pessoas que estão à procura de ideias sobre o que vestir agora, que queiram descobrir novas lojas e marcas. Também acho que este site serve como forte inspiração visual para profissionais criativos que querem ver o que seus colegas estão fazendo ao redor do mundo.

Quais foram as dificuldades e desafios em lançar o site?

Michael: Apesar de parecer simples, na verdade é um site muito complicado, que exige uma coordenação de logística em muitos países, bastante gerenciamento de banco de dados e tecnologia para funcionar.

Vocês não pedem autorização para as empresas antes de fotografar suas vitrines. Como tem sido a resposta delas, especialmente no quesito legal?

Jon: Todo o feedback tem sido extremamente positivo. Na verdade, as lojas não inclusas inicialmente no nosso site nos contataram pedindo para serem fotografadas!

Michael: Não tivemos problemas com as marcas, muito pelo contrário. Nós acreditamos que, ao apresentar suas vitrines, aumentamos significativamente o valor das marcas perante o público.

Quais os planos para o futuro?

Jon: Acabamos de começar e temos vários planos para o futuro, mas primeiramente queremos solidificar o WindowsWear como o maior player do mercado e referência na indústria da moda.

Vocês pretendem expandir para outras cidades importantes no circuito da moda? Pensam em incluir São Paulo e Rio de Janeiro?

Michael: Sim, estamos expandindo para outras cidades, já que uma de nossas metas é cobrir cada vitrine de moda no mundo. Nós estamos olhando para o Brasil e outros países, como Japão e China.
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